• 01/05/2014// Por: Taty Ferreira

    É possível ser humano também na rede social

    metendo-a-boca

     

     

    As vezes tenho a impressão que estou indo contra a maré, chego a me ver dirigindo um carro na contra mão e é nessas horas que perco mais um pouquinho da já escassa fé que tenho na humanidade.

    Eu poderia, talvez até deveria, começar falando dessa coisa toda de que ninguém é mais intimo de ninguém e que as relações atuais são todas filtradas por alguma tecnologia, seja um smartphone ou um computador, mas acredito que é tudo muito mais que isso e principalmente não acho que a tecnologia seja a culpada pelas relações fúteis e rasas atuais, as pessoas são as responsáveis, pura e simplesmente as pessoas.

    Hoje ainda, li em um blog um post que se intitulava “18  Verdades cruéis sobre relacionamentos modernos que você vai ter que encarar”, de início achei que o texto daria um ótimo post para este mesmo blog que vocês lêem agora, mas depois fui me dando conta que apesar das 18 verdades serem realmente verdades para alguém, ou até para muitos, era impossível acreditar que alguém estava assumindo aquilo como verdade absoluta e aceitando a posição de coadjuvante que apenas lida com o que foi imposto.

    As 18 verdades podem ser resumidas em como o interesse em outra pessoa é baseado no que alguém tem a lhe oferecer, em como ninguém é honesto e em como alguém pode ser facilmente descartado já que a as relações tem sido baseadas em mensagem de texto, emoticons e planos mais interessantes.

    Creio que nenhum de nós precisa ir muito longe para achar exemplos do que estou relatando. Tornou-se muito comum conviver com pessoas que combinam e não cumprem, que tem pavor ao contato pessoal, que senta na mesa do bar e fica rolando os dedos de uma rede social a outra, mas é totalmente errado achar que devemos aceitar isso porque agora é assim e pronto.

    A sociedade num geral já dá sinais de que não é nada certo ficar se submetendo a essas relações rasas, essa necessidade incessável por atenção, a pressão interna em sempre estar bem, bonito e badalado, essa carência eterna por “amigos”que apenas geram likes, adoece as pessoas, e vai continuar adoecendo mais e mais ao longo dos anos.

    Nós, humanos, somos os animais que mais precisam da comunidade para sobreviver e para evoluir. É a autenticidade, o afeto, a honestidade,  a consideração e o cuidado que nós proporcionam seremos melhores, sempre foi assim e acho que mesmo agora, no início dessas relações, já dá pra perceber que sempre será.

    Parece que foi muito fácil para as pessoas desaprenderem a serem pessoas e focarem em serem bom avatares, quando na verdade é totalmente possível e esperado que você seja uma pessoa também nas redes sociais, basta agir como você age na vida real, sendo vivo, humano, único e realmente interessado em evoluir e contribuir. E não alguém sedento por aprovação. Não adianta nada curtidas insossas e compartilhamentos que na verdade não tem nada a acrescentar.


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Taty Ferreira

Blogueira

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Olar bandiputo!!!

Natural de Araxá/MG, tem 30 anos, é blogueira, youtuber, empresária, escritora, modelo, atriz e mentirosa. Produz conteúdo para a internet desde 2009 e ama o fato de poder trabalhar usando pijama. Tem uma missão de que é lembrar as mulheres de depilarem seus bigodes. Você, mulher, já depilou seu bigode essa semana?