• 07/03/2016// Por: Camila Pavani

    #QuebrandoEstereótipos – “Mulher faz é arquitetura”

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    Mariana é uma garota que não se importa em subir em lajes para conferir ferragens ou atolar na lama de uma construção rural. Cursando Engenharia Civil e trabalhando em obras e é apaixonada por sua profissão.

    O primeiro emprego de Mariana precisou da influência do seu pai, já que depois de tantos currículos distribuídos ninguém queria dar oportunidade para uma mulher em uma equipe de construção civil. Quando finalmente conseguiu, chegou a ouvir do seu chefe que não era boa a suficiente e não iria conseguir finalizar o curso. Neste trabalho, dentre outras funções, Mariana organizava papéis e corrigiria o trabalho de outros estagiários, mas sempre que podia colava na aba de um encarregado de obra para aprender todos os “macetes” da construção.

    “Neste período sofri assédios de representantes de venda e até de diretores das empresas fornecedoras de materiais. Os caras iam na obra para fechar negócio e geralmente eu participava das reuniões. Já teve caso de me perguntarem se eu tava ali para ser “admirada”. Já me perguntaram também se eu estava perdida naquela obra. Considero que tive sorte, a equipe de obra me ajudou a passar por tudo isso, sem eu precisar apelar ou ser grossa com ninguém. Muitas amigas de curso passaram por situações parecidas.”

    A mãe da Mariana esperava que ela fizesse algo mais “leve”, mas com orgulho ela conta que o pai sempre a apoiou. Disse ainda que o preconceito não estava na faculdade, mas sim no ambiente de trabalho. Ela já teve que mostrar várias vezes que “era capaz” de fazer o serviço. Então subiu em caminhão para medir o volume da caçamba e em laje por escadas de madeira para conferir ferragem e não titubeia em fazer todas as atividades que fazem parte da profissão. Diz que chega a ser um “drama” para algumas mulheres da engenharia, que evitam descer até certo lugar da obra porque tem muita lama e poderiam se sujar.

    “Já fui conferir serviço executado e quando eu cheguei lá o pedreiro virou para o mestre de obras e disse: ‘Ela não! Chama O estagiário’. Eu comecei a rir pra não chorar de raiva nesse dia. O mestre de obras o repreendeu e eu pra não brigar, respondi “Vai ter que se contentar comigo’. O pior foi me perguntarem qual o meu curso e quando eu disse engenharia me perguntaram: ‘Por que engenharia? Por que não arquitetura? Mulher faz é arquitetura’.

    Mas a luz no fim do túnel é que Mariana sempre esteve disposta a enfrentar os desafios, tem certeza que é capaz, prova, no dia a dia, que é merecedora da profissão que escolheu e não importa o que pensem, está segura do que quer para si.
    Ela também conta que os colaboradores mais novos aceitam melhor a situação, sem preconceito ou piadinhas. Diz que já viu uma evolução enorme desde que começou o curso em 2011. “Já trabalhei com mestres de obras que achavam um absurdo eu estar ali andando na obra, mas ultimamente trabalhei com um daqueles que não só fazem questão de ensinar o que sabem, mas de pedir minha opinião”.

    #OwnYourVoice

     

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    Tem uma história dessas? Faz algo que não era esperado de você, pelo simples fato de você ser homem/mulher? Sabe de uma história de vida que quebra estereótipos?

    Manda pra cá! É só contar tudo pra gente lá no blog@acidezfeminina.com.br


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Taty Ferreira

Blogueira

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Olar bandiputo!!!

Natural de Araxá/MG, tem 30 anos, é blogueira, youtuber, empresária, escritora, modelo, atriz e mentirosa. Produz conteúdo para a internet desde 2009 e ama o fato de poder trabalhar usando pijama. Tem uma missão de que é lembrar as mulheres de depilarem seus bigodes. Você, mulher, já depilou seu bigode essa semana?