• 18/09/2014// Por: Camila Pavani

    Recepção de calouros terá “Oficina de Siririca” na UFOP

    siririca

     

    Preparada pelos veteranos de Serviço Social da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), a recepção destinada aos novatos do curso ganhou repercussão além dos muros da institução. Tudo por causa da “Oficina de Siririca” criada por alunas para debater a masturbação feminina. Mas, segundo as organizadoras, não se trata de uma aula prática coletiva e é destinado apenas às calouras. Na conversa, as meninas serão convidadas a falar sobre suas experiências com a masturbação, o tabu que cerca o relacionamento das mulheres com seus corpos, além de dicas, como explica Gabriela Pereira, de 25 anos.

    Aluna do 2º período do curso de História, Gabriela pretende trabalhar no campo de gênero e sexualidade e faz parte de um grupo de estudos sobre feminismo e classes sociais na UFOP. Além da “oficina de siririca”, também será exibido o documentário “Clítoris Prazer Proibido”.

    — É uma roda de conversa para falar sobre masturbação, prática, como a gente começou, como é para cada uma, um espaço para gente conversar. Quem quiser dicas, pode dividir, quem não quiser não precisa. Realmente, é um tabu, ninguém conversa. Desde que surgi com essa ideia, pelo menos quatro moças vieram falar comigo que nunca se masturbaram, outra me disse que nunca chegou ao orgasmo. Como que em pleno século 21 anos tem uma galera que não consegue se tocar? É muito tabu. A gente não tem espaço para discutir isso. A gente vê como é tabu que uma roda de conversa teve essa repercussão toda nas redes sociais e na mídia — destaca Gabriela.

     

    O cartaz de divulgação do evento tem sido compartilhado nas redes sociais por mulheres de todo país. De acordo com Gabriela, a maior parte das pessoas apoiou a oficina, embora ela também tenha recebido críticas e piadas de mal gosto por parte de alguns alunos. Para a universitária, o espaço acadêmico é o ambiente propício para este tipo de debate.

    — A universidade é um palco para gente conversar, descontruir e construir novamente as coisas. Alguns homens, do curso de Exatas principalmente, ficaram muito chocados, fizeram muitas brincadeiras de cunho machista. Mas ouvi muita gente apoiando, várias meninas de outros estados vieram falar comigo. Tivemos até um convite para expandir essa oficina para outros campus. O ambiente acadêmico está ficando mais diverso e é importante a gente mostrar que tem cada vez mais mulheres na universidade e existem essas demandas.

    Embora a presença das mulheres no Ensino Superior no Brasil supere a dos homens, de acordo com o IBGE, notícias sobre abuso sexual em trotes e agressões físicas e sexuais nos campus ou repúblicas universitárias ainda são comuns. Com a oficina, Gabriela pretende oferecer um canal de diálogo com as universitárias da UFOP.

    — Este tipo de evento ajuda a descontruir o machismo, mas o mais importante é que ajuda a unir as mulheres, mostrar que estamos juntas, se apoiando. Que estamos aqui para nos ajudar e nos proteger.

    Esta não é a primeira vez que uma “oficina de siririca” acontece em um campus mineiro. Em agosto, durante um congresso de Diversidade Sexual e Gênero, da Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte, as meninas também chamaram atenção com o debate.

    A assessoria de comunicação da Universidade Federal de Ouro Preto afirmou que “respeita o debate democrático sobre quaisquer assuntos relacionados à sexualidade, gênero e comportamento”.

    Confira a nota da UFOP na íntegra:

    O evento intitulado “Oficina de siririca – roda de conversa sobre masturbação das mina” é uma ação específica organizada pelo Centro Acadêmico do curso de Serviço Social, localizado no Instituto de Ciências Sociais Aplicadas, campus Mariana da UFOP. Nesse sentido, a Universidade respeita a diversidade do pensamento e o debate democrático sobre quaisquer assuntos relacionados à sexualidade, gênero e comportamento no âmbito de seus institutos, como essa iniciativa citada.

    Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/educacao/vida-de-calouro/recepcao-calouros-de-universidade-mineira-tera-oficina-sobre-masturbacao-feminina-13962971.html#ixzz3DfxRV0Fe


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Taty Ferreira

Blogueira

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Olar bandiputo!!!

Natural de Araxá/MG, tem 30 anos, é blogueira, youtuber, empresária, escritora, modelo, atriz e mentirosa. Produz conteúdo para a internet desde 2009 e ama o fato de poder trabalhar usando pijama. Tem uma missão de que é lembrar as mulheres de depilarem seus bigodes. Você, mulher, já depilou seu bigode essa semana?