• 19/08/2020// Por: Mariana Martins

    Quem trai mais rápido? O homem ou a mulher?

    Você em algum momento da sua vida com certeza participou de um diálogo sobre quem trai mais – os homens ou as mulheres? De acordo com uma pesquisa realizada pelo Ashley Madison (site de relacionamentos), afirmar ter a resposta para essa pergunta polêmica. O resultado aponta que as mulheres são mais propensas a se envolver em um caso extraconjugal.

    Em alguns casos a traição não é uma decisão tomada no calor do momento, mas sim algo pensado e analisado antes de fato ser realizada. No entanto, para adúlteros, quando a fase de considerações termina, a continuação é bastante imediata especialmente para mulheres. 

    As mulheres começam seus affaires mais rapidamente do que os homens, 16 % das mulheres levam menos de um mês para seguir adiante com um caso físico, enquanto 11% dos homens persistem em sua busca no mesmo período, afirma a pesquisa do Ashley Madison.

     “Os homens decidem rapidamente se querem ou não trair, mas leva mais tempo para agirem. Para as mulheres, depois que a fase de consideração mais longa termina, a busca pelo caso é rápida”, explicou Isabella Mise, diretora de comunicação da Ashley Madison.

    Mesmo que o momento possa variar entre homens e mulheres, a lógica é muito parecida. Homens e mulheres têm motivações semelhantes para trair. Na maioria das vezes, eles conhecem alguém e desenvolvem sentimentos, mas em alguns casos, os extraconjugais também começam durante um estágio de transição ou após um trauma na relação. 

    Independente do motivo, parece que as mulheres estão muito mais inclinadas a começar um caso como resultado de um momento específico, em vez de esperar a oportunidade surgir. 

    59% das mulheres relatam que um evento específico as levou a considerar a traição

    64% conseguem identificar o que as levou a seu primeiro caso

    58% dos homens não conseguem identificar o momento específico que os levou a infidelidade

    “As mulheres que traem estão sempre procurando algo”, afirma a Dra. Tammy Nelson, autora de When You’re the One Who Cheats.

    “Elas querem criar uma experiência, e não é por acidente que isso acontece. Mesmo quando parece espontâneo, a decisão foi tomada muito antes do caso começar. As mulheres não caem na cama do parceiro, mesmo que às vezes pareça assim”, completou Tammy.

    Veja mais em iBahia


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  • 11/08/2020// Por: Mariana Martins

    Ponto K: O causador de orgasmos intensos!

    A sexualidade feminina tem sido abordada com liberdade, leveza e informação e mais possibilidades de prazer se apresentam para as mulheres. Uma delas é a estimulação do suposto Ponto K, zona erógena próxima ao colo do útero que teria sido descoberta pela terapeuta sexual norte-americana Barbara Keesling em 1998. Autora de vários livros, como “Faça Amor A Noite Inteira!” e “A Cura pelo Sexo”, lançados no Brasil, a autora também se referiu à área como “passagem misteriosa”, por ter sido pouco explorada.

    O Ponto K, segundo Deva Geeta, terapeuta tântrica de São Paulo (SP), é o ponto da Kundalini, energia vital que todo ser humano carrega dentro de si nos preceitos da tradição hindu e que percorre o corpo como se fosse o movimento de uma serpente. 

    “Para liberar essa energia é necessário que o parceiro faça uma massagem cuidadosa e lenta por todo o corpo, principalmente na pontinha da base da coluna, o cóccix. E, depois, concentrar uma atenção especial e demorada à vulva e à vagina”, conta Deva

    O Ponto K está situado no fundo do canal vaginal e próximo ao cérvix. Assim o ideal é o parceiro fazer uma espécie de gancho com um ou dois dedos, num movimento para cima e para a frente dele, como se estivesse chamando alguém.

     “Tudo deve ser feito com delicadeza e concentração. Caso contrário, o toque pode ser incômodo ou até doloroso. É absolutamente necessário que a mulher esteja excitada o suficiente e devidamente lubrificada”, diz Renata. Por ficar próximo ao colo do útero, é mais difícil estimular o Ponto K sozinha. Uma boa sugestão é usar sex toys com o formato da ponta um pouco curvo.

    É de se esperar que tenha dúvidas, críticas e algumas controvérsias em relação a existência do Ponto K, por falta de pesquisas e estudos comprobatórios, os médicos –  em sua maioria, ginecologistas  – se mostram relutantes em abordar o assunto. Como não existe nenhuma publicação científica sobre o Ponto K, a ginecologia não o reconhece, tendo o clitóris como principal órgão efetor do orgasmo na mulher.

    Já a ginecologista e obstetra Karina Tafner, aponta que embora os orgasmos clitorianos sejam mais comuns, algumas mulheres relatam orgasmos intensos devido a uma estimulação mais profunda, dentro da vagina. Lembrando que, conforme algumas descrições, o Ponto K se assemelha ao chamado Ponto A – que também carece de comprovação pela ciência.

    Mas o que você mais deve conhecer é o Ponto G, que foi identificado pelo ginecologista alemão Ernst Gräffenberg (1881-1957) em 1950 como uma área na parede anterior da vagina capaz de desencadear o orgasmo. Entretanto, suas possíveis propriedades “mágicas” também não são unanimidade entre os experts. 

    “Isso porque o próprio Gräffenberg nunca deixou claro como descobriu esse ponto, que método usou na pesquisa e o que exatamente observou para fundamentar suas conclusões”, observa o médico sexologista José Carlos Riechelmann.

    Para Débora Padua, fisioterapeuta pélvica e sexóloga especializada no tratamento de vaginismo e dor na relação, de São Paulo (SP), é essencial ter em mente que cada mulher é única e, portanto, vivencia o prazer de uma maneira particular.

     “Só o clitóris, por exemplo, tem cerca de 8 mil terminações nervosas. E como tem toda uma parte interna que não conseguimos ver, tem todo um potencial de prazer que se expande por toda a vagina. Acho que, mais do que a pressão para tentar identificar um ou outro ponto, o ideal é se dedicar à exploração pessoal de onde, exatamente, há satisfação”, fala. E, a partir daí, aproveitá-lo com o parceiro.

    De acordo com a sexóloga e terapeuta tântrica sistêmica Paula Manadevi, do Rio de Janeiro (RJ), para acessar novas áreas eróticas é preciso desconstruir a visão ocidental do sexo

     “Nas práticas do Tantra, por exemplo, tudo é feito com conexão e respeito pelo par. Esse foco no momento do sexo facilita não só a localização do Ponto K, mas proporciona ainda um intenso prazer em conjunto. O foco não é o orgasmo, ele é a consequência. E o meio nem sempre é a penetração, em que o homem, em geral, age como uma britadeira desgovernada”.

    Também é importante lembrar que durante a excitação erótica, acontece a ativação de alguns centros cerebrais que fazem com que o cérebro modifique a percepção da experiência sensorial dos órgãos sexuais e de sensações que, em situações comuns, não são tidas como erotizadas, como uma lambida na orelha ou uma mordida no pescoço. 

    “Desse modo, uma bexiga cheia pode ser uma sensação interpretada como prazeirosa. Como a parede da bexiga está grudada com a parede anterior da vagina, é perfeitamente possível que qualquer ponto vaginal, quando estimulado, provoque um grau de reflexo na bexiga. O que seria interpretado como ‘vontade de urinar’ pelo cérebro não erotizado passa a ser interpretado como ‘gostoso’ pelo cérebro erotizado. Portanto, cada centímetro da parede anterior da vagina pode receber o nome de uma letra qualquer, pois toda essa parede, quando tocada, pode produzir sensações na bexiga e dar um reforço na sensação erótica total, facilitando, sim, o desencadeamento do orgasmo”, fala o sexologista José Carlos Riechelmann.

    O sexo é uma importante ferramenta de autoconhecimento e procurar zonas diferentes de prazer pode ser uma experiência divertida sem a ocorrência de cobranças, comparações e expectativas.

    Retirado do Uol


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  • 12/04/2020// Por: Taty Ferreira

    Depois da quarentena…

    Eu já tô quase desaprendendo e vocês?

    Quadrinho da Laura Thayde, siga ela no Instagram clicando aqui @LtdaThayde


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  • 08/04/2020// Por: Taty Ferreira

    Como se dá a formação do órgão genital

    Outro dia vi essa postagem no Facebook e achei que poderia ajudar aqueles homens que tem dificuldade em encontrar o bom e velho clitóris.

    Acho que mais desenhado que isso, impossível!

    Agora não tem mais desculpa em não saber onde está o ponto que leva ao climax feminino.


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  • 07/04/2020// Por: Taty Ferreira

    Já conhece a #TradWife ?

    O que exatamente seria   #TradWives?

    TradWives (esposas tradicionais, em tradução livre), é um movimento que tem crescido rapidamente na internet, sendo composto por mulheres que promovem papéis de gênero ultratradicionais.

    Um exemplo é Alena Kate Pettitt, uma britânica que passa uma mensagem de que o seu objetivo é “estar submissa ao seu marido e mimá-lo como se fosse 1959” em suas redes sociais, juntamente com posts sobre etiqueta, estilo de vida feminino, tarefas domésticas e como ser uma esposa tradicional.

    Em seus artigos, Alena defende, que para um casamento ser feliz e próspero você deve sempre colocar seu marido em primeiro lugar,para ela ser uma esposa tradicional é “ser uma dona de casa que fica feliz em estar submissa ao marido”.

    “Não quero que meu marido volte para casa depois de um longo dia de trabalho e precise cozinhar para mim, porque meu papel é estar em casa, meu trabalho é essencialmente fazer tarefas domésticas”, diz Alena.

    O termo tradwife é controverso, principalmente nos Estados Unidos, porque possui associações com a extrema direita. Mas muitas mulheres que se descrevem como esposas tradicionais rejeitam essa associação.

    “Muitas pessoas querem rotular o movimento e muitas vezes surgem nomes em que você nunca nem pensou”, afirma.

    Alena diz que quando era estudante, nos anos 90, não era “muito popular”, não gostava da cultura da época e se sentia uma estranha em meio a tantas mensagens de ‘você tem que brigar com os homens, você tem que sair de casa e ser independente, sair de sua zona de conforto‘, mas ela sentia que nasceu para ser esposa e mãe.

    Alena cresceu em um lar sem pai. Sua mãe saía para trabalhar todos os dias e a casa, conta, era “um enorme fardo” para ela.

    “Acho que ali percebi que não queria a mesma vida.”

    Alena acabou conhecendo o seu marido que era devidamente “tradicional” para ela.Ele disse: ‘Eu sei que você quer que um homem cuide de você e faça você se sentir segura‘ e se ofereceu para ser essa pessoa. Para Alena o encontro com o marido foi a realização de um conto de fadas. 

    Aos 20 anos, Alena diz que ela era “a típica mulher de carreira”. Morando em Londres e trabalhando muito, ela percebeu que nas redes sociais havia um movimento “quase clandestino” de mulheres que se sentiam como ela, que sentiam falta de “todos os aspectos tradicionais de ser dona de casa”.

    E assim surgiu a Darling Academy. Ela rejeita as críticas de feministas, para quem mulheres como Alena estão jogando fora tudo o foi obtido na luta pela igualdade de gênero.

    “Minha opinião sobre o feminismo é que se trata de escolhas. Se você diz que a mulher deve participar do mundo do trabalho e competir com homens, mas não pode ficar em casa, está tirando de mim essa opção”, explica ela.

    Acho que ser uma esposa tradicional é investir em seu marido, em sua família e inspirá-los a serem as melhores pessoas possíveis. É algo totalmente altruísta. O oposto é ser alguém que é inerentemente egoísta e que apenas toma coisas dos outros.”

    Vá até a matéria da BBC para saber mais sobre esse “estilo de vida”


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  • 03/02/2020// Por: Taty Ferreira

    Mãe vai a lua de mel da filha e engravida do genro

    Essa na foto é Lauren Walls, que decidiu abrir o coração e contar sua história ao jornal Daily Mirror. Ela e o então namorado, Paul White, estavam juntos há dois anos e tiveram uma filha, que não foi programada, mas os deixou tão felizes, que o rapaz pediu Lauren em casamento. A cerimônia aconteceu cinco meses depois do nascimento da pequena, em agosto de 2004. Ela tinha 19 anos e o noivo, 20.

    A mãe de Lauren, Julie, na época com 35 anos, ajudou a financiar o casamento e, como forma de agradecimento, o casal a convidou para a viagem de lua de mel. Apenas oito semanas depois, Paul se mudou e, nove meses mais tarde, a mãe de Lauren deu à luz um bebê, fruto do relacionamento com seu ex-marido

    “Paul sempre se deu muito bem com a minha mãe, mas eu nunca achei isso estranho, já que ela era sogra dele e ele só estava sendo simpático. Eles riam muito juntos. Eu nem pensei em me preocupar. Quem se preocuparia?”, contou ela, ao jornal. 

    Depois da lua de mel, no entanto, Lauren conta que começou a notar que Paul passava muito tempo fora de casa e tinha um comportamento estranho, escondendo demais o celular. Em pouco tempo, a irmã de Lauren desconfiou do que estava acontecendo, quando usava o telefone da mãe e viu uma troca de mensagens suspeitas entre Paul e a sogra. 

    Lauren, então, foi tirar satisfações com a mãe, que negou tudo. Quando fez o mesmo com o marido, ele ficou pálido e não deixou que ela visse seu celular. A história, então, se confirmou. Então, Paul saiu de casa e se separou de Lauren, deixando-a sozinha com a bebê de 7 meses do casal. Em alguns dias, ele foi morar com a ex-sogra. “Eu não conseguia acreditar que as duas pessoas que eu mais amava e em quem eu mais confiava no mundo podiam me trair desse jeito. Era nojento, Uma das piores coisas que uma mãe poderia fazer a uma filha. Paul poderia ser um péssimo noivo, mas ela é minha mãe. Ela deveria me amar e me proteger, acima de tudo. Em vez disso, ela roubou meu marido, destruiu minha família e meus sonhos. Por isso, eu nunca conseguirei perdoá-la de verdade”, desabafou. 

    Mas os fatos ainda não tinham terminado. Algumas semanas depois de Paul ter saído de casa, Lauren viu sua mãe andando na rua e achou que ela parecia estar com uma barriga de grávida. Julie negou, dizendo que tinha um cisto. Em julho de 2005, ela teve o bebê. “Eu mandei uma mensagem para ela e perguntei: ‘E aí, removeu o cisto?’. 

    Anos depois, Julie ainda ligou convidando a filha para o casamento dela com o ex-marido da filha. O mais surpreendente? Lauren foi. A cerimônia aconteceu exatamente cinco anos depois da de Lauren e Paul, em 2009. “Era muito para aguentar, mas fui por causa da minha filha. Fui ver minha mãe se casar com o mesmo homem com que eu me casei cinco anos antes”. 

    Julie tentou fazer as pazes com a filha várias vezes ao longo do tempo e, embora tenha tentado reestabelecer a convivência, Lauren nunca conseguiu perdoá-la de verdade e conta que, até hoje, embora tenha se casado e tido outros filhos, tem problemas para se relacionar por conta do trauma. “O tempo é o melhor remédio e minha mãe e eu temos tentado ter um relacionamento normal, mas nunca seremos tão próximas como éramos – e eu nunca conseguirei confiar nela de novo”, disse.

    Notícia da Revista Crescer que soube que existia graça a leitora Jaqueline Cardello


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  • 01/02/2020// Por: Taty Ferreira

    Homenagem a Damares, GPS na namorada, Pyong no BBB e mais

    O mês de Janeiro demorou a passar mas deixei um compilado de noticias bizarras que vou comentar hoje, entre elas uma moça que beijou o cara que atentou contra a sua vida e o Chiquinho Scarpa que quer colocar gps na namorada!!


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  • 01/02/2020// Por: Taty Ferreira

    Planilha para controle de gastos pessoais

    Hoje a tarde mostrei nos meus stories (clique aqui pra me seguir no Instagram!) que eu estava fazendo o balanço financeiro mensal e acabei compartilhando como faço o processo e mostrando minha planilha de controle financeiro da empresa e também o pessoal.

    Muita gente acabou me confessando que não controla seus ganhos e custos e pediu que eu disponibilizasse a planilha pra facilitar o início desse processo que deveria ser obrigatório na vida de qualquer adulto.

    E bom, seu pedido é uma ordem!

    Fiz um arquivo sem valores para vocês poderem baixar e utilizar, basta clicar AQUI para acessar o link do drive.

    Esse é ideal para quem é autônomo porque também tem controle da empresa. Mas se não for o seu caso você pode, simplesmente deletar a parte da empresa.

    Disponibilizei um semestre inteiro, mas se você for continuar com o controle, basta copiar e colar a planilha em uma nova aba.


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  • 31/01/2020// Por: Taty Ferreira

    Vem pro Proibidão da Tate

    Se você me acompanha nas outras redes sociais já deve saber que tive vários problemas com a implementação da política Family Friend do YouTube.

    Se você não faz ideia do que estou falando aqui nesse link tem um vídeo explicando tudo com detalhes.

    Pois bem, para resolver esse problema e nós podermos continuar falando de sexo, putaria, sexualidade, intimidades e afins, criei uma comunidade onde só entra a NATA dos seguidores do Acidez Feminina.

    E tô aqui hoje pra te contar como você pode fazer parte:

    Se você tiver lendo esse post pelo celular pode clicar nesse link que ele vai direto para a página de download do App.

    Ou, pegue seu Smartphone, acesse a loja de aplicativos (Google play se for Android, App Store se for Iphone) procure por Sparkle e baixe o aplicativo.

    Respira fundo e relaxa que o Sparkle é gratuito! Você não vai gastar nada!

    Faça seu cadastro. Você pode, inclusive, utilizar seu facebook para cadastrar rapidamente.

    E procure por Proibidão da Tate, clique em seguir a comunidade e Tcha Rãm! Habeamus Taty falando sobre transas abertamente novamente!

    Rola vídeo novo exclusivo pro Proibidão toda quarta-feira! E as discussões que travamos lá são sempre saudáveis e sensacionais. Te vejo lá daqui a pouco!


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  • 30/01/2020// Por: Taty Ferreira

    História de um Casamento – O Filme

    Agora teremos resenhas de filmes aqui nesse blog!

    Quem vai escrever essa coluna de resumo e opinião é o cara que conheço que mais é viciado nas produções Hollywoodianas, (porém não apenas), menino Aureo Toledo.
    E pra começar com prato cheio hoje ele vai nos contar suas impressões sobre o filme História de um Casamento (Marriage Story). Estão prontos?
    Então vem!

    Direção: Noah Baumbach

    Duração: 2h 16min

    Gênero: drama

    Disponível: Netflix

    Conheçam Charlie e Nicole Barber. Charlie e Nicole são dois jovens profissionais, ao redor dos 30-40 anos, vivendo em Nova York e tentando construir uma carreira no mundo do teatro. Charlie foi uma estrela ascendente, tendo começado a chamar a atenção a partir dos seus 20 anos. Nicole também é uma profissional promissora: logo no início de sua carreira foi protagonista de um filme de sucesso que poderia lhe abrir várias portas no mundo do cinema. Em determinado momento de suas trajetórias, se conhecem e iniciam um relacionamento amoroso

    Contudo, quando suas vidas se encontram, decisões precisam ser tomadas para que o relacionamento caminhe. Nicole, com a carreira começando em Los Angeles, deveria abrir mão desse começo promissor? Ou seria Charlie quem deveria renunciar do espaço que estava começando a galgar em Nova York. Vemos logo no início do filme que, nesse momento, a solução encontrada pesa mais para o lado de Nicole, que coloca em suspenso sua carreira em Los Angeles (com uma incerta promessa de que em algum momento de suas vidas passariam temporadas lá), e decide se unir a Charlie no esforço de construir a companhia de teatro de seu marido. Daí decorre todo o desenvolvimento da história, que se inicia justamente com outro impasse: como encerrar um relacionamento que parece não se sustentar mais? Não fossem as particularidades do roteiro, imagino que muitos de nós conseguiriam se identificar com situações como esta.

    Não há nenhum grande spoiler até aqui. Tudo isso nos é apresentado na belíssima cena inicial de História de um casamento, novo filme do diretor Noah Baumbach. Estrelado por Scarlett Johansson e Adam Driver, o filme insere-se numa ampla tradição de filmes sobre problemas que emergem de casamentos. Há alguns pontos de destaque que merecem ser destacados, contudo. Tanto Scarlett Johansson quanto Adam Driver estão excepcionais como os protagonistas da história. Sobre Driver, em particular, há de se destacar a sutileza de sua atuação. Vemos no filme que é Nicole quem toma a iniciativa para o divórcio, e Charlie tem que lidar com a transformação de sua vida, dado que a estruturação de sua família até então girava em torno de si e que, para ele, parecia ser algo natural – o que fica claro inclusive nas diversas vezes em que afirma que sua família é nova-iorquina. Há toda uma tensão em sua atuação, pois ao longo de todo o tempo o personagem parece pronto a explodir – o que em duas ocasiões ocorre (aí já seria spoiler dizer em que momentos isso ocorre!). Scarlet Johasson não fica atrás. Sua personagem é marcada pela coragem, mas também pela insegurança. Coragem por tomar a decisão de pedir o divórcio e dar o pontapé em todo o processo. Insegurança pois, a despeito de todas as justificáveis razões para o divórcio, inescapavelmente há a dúvida se a decisão é a mais acertada, assim como se esta mesma decisão não machucaria muito alguém por quem ela tem muito carinho.

    Chama-me muito a atenção o tema central do filme e como ele é trabalhado pelo roteiro. Não se trata apenas de encerrar um relacionamento, em que após todas as tratativas cada um seguirá seu rumo. Esta opção é descartada devido a presença do filho do casal, Henry. Logo, talvez a forma mais precisa para descrever o tema central do roteiro de História de um casamento seja justamente como transformar um relacionamento. Ambos não querem estar mais juntos, porém não abrem mão de serem pai e mãe presente de Henry. Ademais, o divórcio não se iniciou com brigas homéricas entre o casal, que poderiam culminar em situação em que pai e mãe apenas não falariam mais entre si, procurando restringir ao mínimo possível a convivência apenas em consideração ao filho. Esta conjuntura complexa é em boa medida o estopim de todo o processo transformativo da relação entre Nicole e Charlie, produzindo não apenas cicatrizes materiais na vida de ambos, mas sobretudo as feridas emocionais que tenderão a marcar a personalidade de cada um.

    Esta fase conturbada é exemplificada em diversos momentos do filme, seja nas conversas com os advogados, no embate frente ao juiz, assim como na memorável cena em que Charlie e Nicole discutem calorosamente sobre a situação. Há cenas muito sutis, como o momento em que, mesmo já separados, Nicole se dispõe a cortar o cabelo de Charlie após ele ir ajudá-la com um problema no portão. Com cenas como essa, o filme nos aponta como um processo de transformação é inescapavelmente dolorido e ambíguo, nos obrigando a nos mover de nossas zonas de conforto e incitando-nos a caminhar rumo ao inexplorado. A transformação de um relacionamento tal qual apresentada no filme, talvez diferentemente de um fim de relacionamento, implica posicionar a pessoa que nos permitiu amar e odiar em proporções gigantescas de uma forma diferente daquela que até então ocupava. Implica reconhecer que um ciclo se encerrou, que outro se inicia, mas que de uma forma ou de outra aquela pessoa ainda permanecerá ali. Todo esse processo resulta em outra cena muito tocante, quando Charlie decide cantar (isso mesmo, cantar!) em um bar após conversa com os amigos.

    Não há como encerrar sem mencionar o personagem Bert Spitz, o primeiro advogado designado por Charlie para representá-lo, interpretado por Alan Alda. Tendo passado por quatro casamentos e três divórcios, Bert talvez seja o único que no meio de todo o turbilhão parece ver além. Ao tentar dissuadir Charlie sobre determinado encaminhamento, Bert afirma que todo o arranjo para que possa ver o filho, assim como toda aquela situação, é temporária. Não valeria a pena aprofundar-se em uma disputa que traria consequências materiais e emocionais difíceis para ambos. O argumento de Bert, autoevidente para muitos, é de difícil absorção para outros tantos: a situação é temporária pois Henry irá crescer e em determinado momento de sua vida é ele quem deverá encontrar seu lugar no mundo. Ele dará início a um outro processo de transformação e a depender, as chagas criadas agora podem ter impacto nesse futuro.

    Há um texto que circula na internet e é atribuído a José Saramago, prêmio Nobel e famoso escritor português, que diz que filhos são empréstimos para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos. Seria também um ato de coragem, pois estaríamos expostos a todo tipo de dor e incerteza de estar agindo corretamente, assim como todo o tempo teríamos medo de perder algo tão amado. Como diz o texto atribuído a Saramago, contudo, filho é empréstimo. Uma hora eles irão encontrar seus próprios caminhos. Retomando Bert, e tendo isto em perspectiva, valeria a pena brigar e eventualmente causar tanto a dor um a outro, assim como a Henry? Todavia, como aponta o filme, Bert foi apenas o primeiro advogado de Charlie. Também, no meio do turbilhão, não é fácil pedir para que os envolvidos enxerguem além. A transformação de um relacionamento traz dores e alívios. É preciso que as pessoas o experimentem. Pode ser que mesmo após o processo, demorem para se transformar. Mas algo inescapavelmente muda. E isso é o que este belo filme nos faz lembrar.

    Por Aureo Toledo


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Taty Ferreira

Blogueira

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Olar bandiputo!!!

Natural de Araxá/MG, tem 30 anos, é blogueira, youtuber, empresária, escritora, modelo, atriz e mentirosa. Produz conteúdo para a internet desde 2009 e ama o fato de poder trabalhar usando pijama. Tem uma missão de que é lembrar as mulheres de depilarem seus bigodes. Você, mulher, já depilou seu bigode essa semana?