• 11/08/2020// Por: Mariana Martins

    Ponto K: O causador de orgasmos intensos!

    A sexualidade feminina tem sido abordada com liberdade, leveza e informação e mais possibilidades de prazer se apresentam para as mulheres. Uma delas é a estimulação do suposto Ponto K, zona erógena próxima ao colo do útero que teria sido descoberta pela terapeuta sexual norte-americana Barbara Keesling em 1998. Autora de vários livros, como “Faça Amor A Noite Inteira!” e “A Cura pelo Sexo”, lançados no Brasil, a autora também se referiu à área como “passagem misteriosa”, por ter sido pouco explorada.

    O Ponto K, segundo Deva Geeta, terapeuta tântrica de São Paulo (SP), é o ponto da Kundalini, energia vital que todo ser humano carrega dentro de si nos preceitos da tradição hindu e que percorre o corpo como se fosse o movimento de uma serpente. 

    “Para liberar essa energia é necessário que o parceiro faça uma massagem cuidadosa e lenta por todo o corpo, principalmente na pontinha da base da coluna, o cóccix. E, depois, concentrar uma atenção especial e demorada à vulva e à vagina”, conta Deva

    O Ponto K está situado no fundo do canal vaginal e próximo ao cérvix. Assim o ideal é o parceiro fazer uma espécie de gancho com um ou dois dedos, num movimento para cima e para a frente dele, como se estivesse chamando alguém.

     “Tudo deve ser feito com delicadeza e concentração. Caso contrário, o toque pode ser incômodo ou até doloroso. É absolutamente necessário que a mulher esteja excitada o suficiente e devidamente lubrificada”, diz Renata. Por ficar próximo ao colo do útero, é mais difícil estimular o Ponto K sozinha. Uma boa sugestão é usar sex toys com o formato da ponta um pouco curvo.

    É de se esperar que tenha dúvidas, críticas e algumas controvérsias em relação a existência do Ponto K, por falta de pesquisas e estudos comprobatórios, os médicos –  em sua maioria, ginecologistas  – se mostram relutantes em abordar o assunto. Como não existe nenhuma publicação científica sobre o Ponto K, a ginecologia não o reconhece, tendo o clitóris como principal órgão efetor do orgasmo na mulher.

    Já a ginecologista e obstetra Karina Tafner, aponta que embora os orgasmos clitorianos sejam mais comuns, algumas mulheres relatam orgasmos intensos devido a uma estimulação mais profunda, dentro da vagina. Lembrando que, conforme algumas descrições, o Ponto K se assemelha ao chamado Ponto A – que também carece de comprovação pela ciência.

    Mas o que você mais deve conhecer é o Ponto G, que foi identificado pelo ginecologista alemão Ernst Gräffenberg (1881-1957) em 1950 como uma área na parede anterior da vagina capaz de desencadear o orgasmo. Entretanto, suas possíveis propriedades “mágicas” também não são unanimidade entre os experts. 

    “Isso porque o próprio Gräffenberg nunca deixou claro como descobriu esse ponto, que método usou na pesquisa e o que exatamente observou para fundamentar suas conclusões”, observa o médico sexologista José Carlos Riechelmann.

    Para Débora Padua, fisioterapeuta pélvica e sexóloga especializada no tratamento de vaginismo e dor na relação, de São Paulo (SP), é essencial ter em mente que cada mulher é única e, portanto, vivencia o prazer de uma maneira particular.

     “Só o clitóris, por exemplo, tem cerca de 8 mil terminações nervosas. E como tem toda uma parte interna que não conseguimos ver, tem todo um potencial de prazer que se expande por toda a vagina. Acho que, mais do que a pressão para tentar identificar um ou outro ponto, o ideal é se dedicar à exploração pessoal de onde, exatamente, há satisfação”, fala. E, a partir daí, aproveitá-lo com o parceiro.

    De acordo com a sexóloga e terapeuta tântrica sistêmica Paula Manadevi, do Rio de Janeiro (RJ), para acessar novas áreas eróticas é preciso desconstruir a visão ocidental do sexo

     “Nas práticas do Tantra, por exemplo, tudo é feito com conexão e respeito pelo par. Esse foco no momento do sexo facilita não só a localização do Ponto K, mas proporciona ainda um intenso prazer em conjunto. O foco não é o orgasmo, ele é a consequência. E o meio nem sempre é a penetração, em que o homem, em geral, age como uma britadeira desgovernada”.

    Também é importante lembrar que durante a excitação erótica, acontece a ativação de alguns centros cerebrais que fazem com que o cérebro modifique a percepção da experiência sensorial dos órgãos sexuais e de sensações que, em situações comuns, não são tidas como erotizadas, como uma lambida na orelha ou uma mordida no pescoço. 

    “Desse modo, uma bexiga cheia pode ser uma sensação interpretada como prazeirosa. Como a parede da bexiga está grudada com a parede anterior da vagina, é perfeitamente possível que qualquer ponto vaginal, quando estimulado, provoque um grau de reflexo na bexiga. O que seria interpretado como ‘vontade de urinar’ pelo cérebro não erotizado passa a ser interpretado como ‘gostoso’ pelo cérebro erotizado. Portanto, cada centímetro da parede anterior da vagina pode receber o nome de uma letra qualquer, pois toda essa parede, quando tocada, pode produzir sensações na bexiga e dar um reforço na sensação erótica total, facilitando, sim, o desencadeamento do orgasmo”, fala o sexologista José Carlos Riechelmann.

    O sexo é uma importante ferramenta de autoconhecimento e procurar zonas diferentes de prazer pode ser uma experiência divertida sem a ocorrência de cobranças, comparações e expectativas.

    Retirado do Uol


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Taty Ferreira

Blogueira

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Olar bandiputo!!!

Natural de Araxá/MG, tem 30 anos, é blogueira, youtuber, empresária, escritora, modelo, atriz e mentirosa. Produz conteúdo para a internet desde 2009 e ama o fato de poder trabalhar usando pijama. Tem uma missão de que é lembrar as mulheres de depilarem seus bigodes. Você, mulher, já depilou seu bigode essa semana?