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#QuebrandoEstereótipos – Karla, a Analista de Sistemas

karla a analista de sistemas
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Desde o ensino médio a Karla sempre gostou de jogos eletrônicos, tecnologia e informática. Quando chegou a hora de escolher um curso para faculdade, optou por Sistemas de Informação. Segundo ela, a influência veio do irmão que já cursava essa mesma faculdade e também por ser uma área promissora e em expansão.

“Sinceramente, eu tive muita sorte no começo da minha carreira. Eu me dediquei mais aos estudos nos dois primeiros semestres da faculdade pra poder descobrir minhas afinidades na área. Descobri que gostava muito de programação em si.”

Graças à sua dedicação, Karla conseguiu um estágio de primeira logo no terceiro período. Ela conta que aqui no Brasil nunca teve problemas para conseguir emprego, já passou por grandes empresas como a Fiat e sempre com muita tranquilidade. Mas fala que mesmo conseguindo o emprego, o reconhecimento ainda não é o mesmo que o dos homens.

“Apesar das mulheres estarem conquistando cada vez mais o mercado na área de tecnologia ainda é muito difícil encontrar mulheres programadoras que são bem reconhecidas e disputadas na área.”

Ela ainda conta que já ouviu comentários do tipo “Nossa, não esperava isso de uma mulher. É um bom, código.”, mas que de uma maneira geral o Brasil está muito à frente no quesito de desmistificar o trabalho feminino na tecnologia. Quando foi pedir estágio nos EUA, após estudar um ano lá, sofreu muito preconceito por ser desenvolvedora de códigos e não ser da área de teste.

“Nunca senti tanto o preconceito até começar a procurar um estágio na área nos EUA. Eu estudei lá por um ano em uma universidade e no verão fui atrás de um estágio. Na feira de empregos da faculdade em todos os estandes que tentei deixar meu currículo para a vaga de desenvolvimento, me ofereciam as vagas de teste. Na minha área é muito comum ter mulheres no departamento de teste e poucas na área de desenvolvimento porque segundo eles “Mulheres são boas pra criar problemas e não sabem programar”.”

“Espero que com o tempo mais mulheres conquistem essa área e quebrem essa ideia de que mulheres não são boas programando.” 

#OwnYourVoice

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